CATÁLOGO

- 01Louis Armstrong
- 02Amália Rodrigues
- 03Bert Kaempfert
- 04Eartha Kitt
- 05Joe Quijano
- 06Caetano Veloso
- 07Xavier Cugat
- 08Bobby Capo
- 09Óscar Aleman
- 10Bing Crosby
- 11Yvette Giraud
- 12Perez Prado
- 13Lambeth Community Youth Steel Orchestra
- 14Ester de Abreu
- 15Vic Damone
- 16Enoch Light
- 17Chet Atkins
- 18Lucho Gatica
- 19Liberace
- 20Tony Martin
- 21Archie Belyer
- 22Alberto Ribeiro
- 23Jacques Lannoy
- 24Coro dos Antigos Orfeonistas de Coimbra
Coimbra
A canção Coimbra, da autoria musical de Raul Ferrão e literária de José Galhardo, serviu de mote a uma torrente expressiva que se vem desenvolvendo, em versões vocais e instrumentais, por alguns dos mais populares intérpretes, nos mais díspares tipos de interpretação musical dos quais se destacam os do jazz e seus derivados, e os de diversas tradições latino americanas, entre outras, ao longo dos últimos sessenta e cinco anos. Coimbrareúne vinte e quatro das interpretações mais significativas deste percurso, de entre as cerca de duzentas identificadas, gravadas entre 1947 e 2002.
A ideia de reunir num disco algumas destas interpretações partiu do Dr. José Miguel Júdice, proprietário do Hotel Quinta das Lágrimas, onde se encontra a Fonte dos Amores, citada na letra da canção Coimbra.
Este disco apresenta uma selecção que se pretendeu significativa do percurso da canção, em termos históricos, e de diversificação estilística. Desde a interpretação vocal livre e íntima de Louis Armstrong introduzida e acompanhada de perto pelo seu trompete, à aplaudida e espectacular versão do Coro dos Antigos Orfeonistas de Coimbra, passando por Amália Rodrigues,Alberto Ribeiro, Yvette Giraud, Bing Crosby, Caetano Veloso, Eartha Kitt e Liberace entre outros, o novo disco reúne, pela primeira vez, um leque abrangente de versões desta canção. As diferentes interpretações variam não só nos idiomas linguísticos e musicais apresentados como também na matriz da fonte sonora utilizada, desde a liga de bronze dos sinos do carrilhão setecentista de Mafra ao aço dos recentes steel drums das Caraíbas, tocado por crianças em Inglaterra.
Coimbra / Avril au Portugal / April in Portugal / Abril em Portugal é, assim, um fenómeno de popularidade de dimensão global. Um caso de propaganda conseguido, a que não é obviamente alheia a genialidade da melodia concebida, em sábia estrutura harmónica.
A canção Coimbra começou por referir-se à cidade, aos estudantes, ao amor e aos seus encantos, anunciou depois a sedução de Portugal em Abril, e representa agora um mote melódico de sucesso por muitos apropriado, em textos por muitos adaptados e como tal de muitos já representante, numa identidade que embora a Portugal se refira, em muito já o ultrapassou. É curioso notar como uma canção à partida portuguesa se molde tão bem a tão diferentes culturas musicais, chegando a representar de modo tão característico, e verdadeiro mesmo, o estilo musical de intérpretes tão variados.
Todos estes intérpretes emprestaram a sua arte e o seu génio para homenagear Coimbra e Portugal. Agora é a nossa vez de o fazer, escutando estas surpreendentes e variadas versões de Coimbra.
CD de capa dura com booklet de 80 páginas a cores, contem 24 versões da canção "Coimbra".