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Escolhas de João Afonso Almeida

SEBASTIÃO ANTUNES

Date: 2017-07-03 16:10

Ao desafio de Alain Vachier de fazer um disco acústico com voz e guitarra e só com baladas, como se estivesse numa reunião de amigos em amena cavaqueira e convívio, Sebastião Antunes respondeu com “Singular”,um disco bem concebido, recheado de uma série de baladas imaginativas e bem construídas, cantadas, segundo o seu desafiador e editor, com muito amor, prazer e criatividade... O disco que apresenta um design de capa belíssimo ( excelente o trabalho de António Faria) é mais um trabalho apelativo, bem conseguido e bem cantado , que afinal tem sido sempre apanágio de Sebastião Antunes, que para o valorizar ainda mais chamou para colaborar no projecto três trunfos musicais importantes como são sem dúvida Tito Paris (no tema bónus), Ana Lains e Pedro Mestre. A música popular portuguesa está em festa pois 30 anos de carreira, em prol da música, comemorados com o lançamento do décimo disco, é feito de que nem todos se podem gabar; porém Sebastião Antunes está entre os poucos que se podem orgulhar disso e com toda a propriedade, convenhamos ! CD Alain Vachier

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FRANCISCO SALES

Date: 2017-07-03 16:10

Um compositor deveras imaginativo propõe-nos uma viagem sonora por latitudes ,cores e paisagens através do instrumento que domina na perfeição- a guitarra no projecto “Miles ahead”, um disco quase ambiental que bem poderia ser a banda sonora perfeita de um qualquer documentário sobre a mãe Natureza na programação habitual da National Geographic ; no projecto a imaginação sonora e instrumental do guitarrista voa, até sítios idílicos como St. Moritz, Tóquio, Londres, Paris ou a Hungria e por isso mesmo o álbum, intimista e envolvente, é uma espécie de história de viagens , partidas e chegadas do autor que já em tempos chegou a fazer parte dos Incógnito e colaborou com nomes como Chaka Khan, Natalie Williams e Omar. No novo trabalho, Francisco Sales denota um evidente bom gosto estético e propõe –nos uma série de descobertas musicais que mais não são que algumas das suas mais recentes e versáteis melodias através das quais se vai descobrindo pouco a pouco uma incessante busca de paz interior, quietude e vivências , que aqui andam de mãos dadas com uma crescente imaginação instrumental! CD Uguru

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HÁ LOBOS SEM SER NA SERRA

Date: 2017-07-03 16:10

Há muito que a chamada música de intervenção andava um pouco esquecida ou arredada das mentes dos artistas e compositores portugueses, salvaguardando-se o caso de esporádicos exemplos que muitas vezes se resumiam a uma ou duas composições em alguns discos; porém há ainda, felizmente, quem pense que a cantiga continua a ser uma arma e se assuma como mensageiro de luta e denúncia e não deixa passar em claro a oportunidade de lembrar Abril. È o caso do agrupamento que dá pelo curioso, mas sugestivo nome de Há lobos sem ser na serra, que oriundo do Alentejo profundo chega até nós sob a forma de um disco -“Cantares do sul e da utopia” que deixa no ar uma série de interrogações , que dão muito que pensar mesmo até aos mais distraídos. Convenhamos que hoje em dia , em que tudo alinha com sistemas, partidos e ditames e em que muita gente tem preconceito ou mesmo receio de levantar ondas e questionar, é preciso muita coragem para preparar um projecto destes, onde as palavras assumem papel preponderante e são um veículo de chamamento à razão e simultâneo alerta, sem que isso se torne panfletário e, ainda mais importante que isso, haver ainda alguém com mais coragem e valentia para o editar no mercado nacional... Citando o quarteto alentejano (António Bexiga, Buba Espinho, David Pereira e Cristina Viana) fiquemo-nos por estes dois excertos de poemas tradicionais que o grupo recuperou :-“...papoilas vermelhas/ criadas ao vento/ são cravos de Abril/ deixai-os florir /no meu pensamento...” ou “...as portas que Abril abriu/ ninguém as pode fechar/ se não fosse a Liberdade/ não podia aqui pensar...” Estamos portanto em presença de uma série de cantigas, que quase todas com origem no cancioneiro popular tradicional alentejano, foram pelo grupo envoltas numa luxuosa embalagem musical de grande qualidade vocal e instrumental a que um certo arrojo e subtileza concederam um ar de modernidade, e tambem enriquecidas sobremaneira pela utilização de instrumentos da nossa música tradicional tais como guitarras, violas campaniças, piano, melódica e percussão a que os coros, de cariz nitidamente com origem e influência no cante alentejano, dão um toque de beleza e reinvenção coral! O Alentejo em grande estilo, e a soar melhor e mais belo que nunca, por causa de quatro lobos que por lá andam à solta e desinquietam tudo e todos!!! CD Alain Vachier

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ELVIN JONES

Date: 2017-07-03 16:05

Foi um dos melhores e mais influentes bateristas do mundo e a sua vida artística ficou pautada por liderar small jazz bands bem como por fazer parte de formações de grandes ícones do jazz tais como Charles Mingus, Teddy Charles, Bud Powell ou o intratável e controverso mas genial Miles Davis. Com uma discografia vastíssima são sempre de uma alta qualidade as obras que assinou e por isso não admira que ”At Onkel Pos Carnegie Hall”, disco derivado do concerto na celebre sala de Hamburgo, Alemanha em 22 de Setembro de 1981 onde o baterista surge acompanhado por um naipe de instrumentistas de luxo, seja mais um testemunho da grande versatilidade e valor criativo e inventivo de um instrumentista absolutamente impar que deixou muitas saudades nos seus milhares de admiradores e seguidores; falo do grande Elvin Jones que com este disco ao vivo se reconfirmava como uma das maiores autoridades jazzísticas no domínio da bateria, instrumento que dominou, ajudou a projectar e desde sempre tratou por tu... 2CD Distrijazz

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DOMINIC MILLER

Date: 2017-07-03 16:05

Enquanto que alguns projectos, recheados de inúmeros instrumentos muitas vezes não deixam de ser como produto final uma amalgama sonora confusa e mal concebida, outros discos há que apesar de contarem apenas com um ou dois instrumentos na sua elaboração surpreendem pela grande eloquência sonora e pelos cuidados e elaborados instrumentais. É o caso presente de “Silent night “ do guitarrista Dominic Miller, que antes de se lançar a solo tocou com estrelas de nomeada com destaque para Sting que acompanhou durante anos; com um dialogo permanente entre a sua guitarra e a percussão de Miles Bould o instrumentista argentino, filho de mãe irlandesa e pai americano, deslumbra ao criar uma série de rasgados horizontes sonoros onde as harmonias lembram vistosos pôr-do-sol, isto através duma arquitectura sonora que nos impele para uma tranquilidade sem fim, qual medicamento anti-stress... Confessadamente influenciado por Egberto Gismonti e Pat Metheny não admira que este novo disco do guitarrista se salde por uma mistura perfeita de silêncios, luz e espaço a que não é alheia uma grande versatilidade instrumental e uma elevada beleza estética. Um grande disco de jazz! CD ECM/Distrijazz

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