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CLÁUDIA LEAL

Qual arvore após uma floração bem sucedida o fado continua a dar frutos saborosos, cheirosos, suculentos e de grande qualidade; é o caso presente de Claudia Leal, que chegada à pouco tempo ao mundo da canção nacional por excelência e agora rodeada de uma aureola grandiosa - Património Imaterial da Humanidade, está destinada a grandes voos que o mesmo é dizer, a triunfar no fado mas em grande estilo! Porque canta com raça, sentimento, alma e adequada dicção e fundamentalmente, e acima de tudo, porque tem uma bela voz! Para comprovar estas afirmações aí está “Quarto crescente”, disco que marca a estreia da artista em vários capítulos:- é o seu primeiro projecto de grande fôlego, pela primeira vez assume-se como autora e compositora em nome próprio, em vez de entregar a produção do trabalho a um só produtor comum como é habitual suceder com outros fadistas, recorreu a vários( à dupla Rogério Ferreira/Rodolfo Godinho , a José Manuel Neto, a Carlos Manuel Proença, a Pedro Jóia e à duplo Rogério Ferreira/Pedro Henriques), é a primeira mulher que canta e toca o fado e finalmente assume-se por isso mesmo, pela primeira vez em disco, como instrumentista tocando guitarra clássica numa das composições. Admiradora incondicional de Fernanda Maria e Maria Teresa de Noronha, Cláudia traz na voz o reflexo dessas influências , mas também o traquejo que as casa de fado, onde tem actuado intensamente ao longo dos últimos anos, sempre proporcionam, pois são na realidade não só casas de fado ou locais onde os turistas vão, muitas vezes com pouco respeito ou a contra gosto, ouvir música, mas sim verdadeiras universidades para os artistas que por lá tem oportunidade de “cursar” acabando muitos deles por se formar, alguns até com distinção!!! E este é o caso de Cláudia Leal, verdadeira revelação vocal do fado, que para alem das suas próprias qualidades intrínsecas como fadista ( que inspirado fado ela assina e que é quanto a mim um dos mais belos e exaltantes momentos do disco- “O sal vem da saudade”) tem a particularidade de possuir um extremo bom gosto na escolha do reportório que pretende cantar; basta ver a selecção de nomes que ilustram literária e musicalmente este seu primeiro projecto e que vão desde Mário Raínho até António Botto, passando por Fernando Girão, Francisco Carvalhinho ou Rao Kyao, entre outros. Bem vinda, princesa ! O fado precisa de gente como tu!!! CD Edição de autor
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