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RUI RODRIGUES

Amostras

  • 01 ZÉ PEREIRA
  • 02 PERPLEXO
  • 03 PORTUGAL-VELHO
  • 04 VONTADE
  • 05 BLUES CHULO
  • 06 RODOPSKI KAMAX
  • 07 FLORINHAS DE VIEIRA_MALHÃO ENROLADO
  • 08 MAIS OU MENOS
  • 09 SENHORA SANTANA

PORTUGAL VELHO

Rui Rodrigues, formado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, acaba de lançar o primeiro disco a solo, “Portugal-Velho”. O tema de avanço, “Zé Pereira”, numa parceria com os Galandum Galundaina, é uma homenagem aos percussionistas tradicionais e apela a um maior reconhecimento das suas intervenções sociais e culturais em Portugal. O autor compôs as canções a partir de uma estrutura rítmica e convidou nomes de peso para os arranjos e acompanhamentos, tarefa que em geral cabe aos percussionistas. Colaboram neste desafio Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), Michael Lauren (Drummers Collective NYC), Peyo Peev (Bulgarian Project), Ronaldo Fonseca (peixe:avião), Alessandra Liberalli (Monstro Mau), Federico Cristiano (At Freddy's House), Mulheres do Minho, Galandum Galundaina e, entre outros, Budda (Budda Power Blues), que gravou, misturou e produziu o álbum. Neste momento o projeto a solo de Rui Rodrigues, "Portugal-Velho", está terminado, e o lançamento será no dia 16 de Julho em Braga no Sé Lá Vie ás 22H30. https://www.youtube.com/watch?v=ROiG_eT6zdo

RUI RODRIGUES

12,00 €

 

Chega-se à estação de São Bento, no Porto, um mar de azulejos, e, no tecto, de um lado Douro, de um lado Minho. À imagem daquele tecto, até à data, Rui Rodrigues viveu, sobretudo, entre o Douro e o Minho. Nasceu em Amarante a 14 de Julho de 1978. Nascer e ser criança tiveram aquele lugar. Em 1984, a sua família muda-se para Braga. Rui tinha sete anos de idade e Braga passaria a ser a sua casa. Ali viria aprender a ganhar raízes, numa terra já familiar, partilhada que era com a família alargada por consanguinidade. Arrumaria a mala para sair e voltar. Todavia, Braga era – é – para si um lugar infraestrutural. Lá descobre a música, que virá a ser a extensão da vida entre amigos. Com alguns deles é co-fundador da sua primeira banda os Big Fat Mamma. De difícil etiquetagem no panorama musical português de então, a banda bracarense ora estranha ora entranha, ganha prémios. Até hoje, Rui Rodrigues insiste em trazer para o público edições em nome próprio: compõe letras e músicas e tem várias colaborações em projectos dos mais variados espectros musicais portugueses. Tem para si conscientemente o ritmo. É agora um músico que não só vive no lugar em que vive, senão que vive o lugar em que vive. Compreender a tradição em torno de si não lhe foi sequer difícil. Não estranha o modo simples do zé pereira nem o incomoda a voz estridente da cantadeira do Minho. A variação sobre a tradição é neste músico  um exercício de reescrita em manifestação actualizada da sua etnia, não uma visita à província, versão musical, com feição de registo etnográfico. Na sua vida há qualquer coisa como aquele tecto de São bento: na sua música os pés assentes no chão onde as dobras da tradição se desdobram em inovação. Nesta sua música, uma íntima fronteira com abertura à representação de muitos lugares.