Você está aqui: Entrada / Catálogo / A VIAGEM DOS SONS – BRASIL - O CAVALO MARINHO DA PARAÍBA

A VIAGEM DOS SONS – BRASIL - O CAVALO MARINHO DA PARAÍBA

Amostras

  • 1-01 I. Parte - Aboio.mp3
  • 1-02 I. Parte - Toada.mp3
  • 1-03 I. Parte - A Loa De Mestre E Mateus na Hora de Deus.mp3
  • 1-04 I. Parte - Balança Dança (Dança do Tombo).mp3
  • 1-05 I. Parte - É Fulô (Dança dos Arcos).mp3
  • 1-06 I. Parte - Campeia (Dança Rebatida).mp3
  • 1-07 I. Parte - Não Chores Dama De Reis.mp3
  • 1-08 I. Parte - Viva o Sol e a Lua (Dança Galope).mp3
  • 1-09 I. Parte - Nosso Mestre Anda no Mundo.mp3
  • 1-10 I. Parte - Na Chegada desta Casa.mp3
  • 1-11 II. Parte. As Figuras - Margarida.mp3
  • 1-12 II. Parte. As Figuras - O Bode.mp3
  • 1-13 II. Parte. As Figuras - A Burra.mp3
  • 1-14 II. Parte. As Figuras - Abana Fogo.mp3
  • 1-15 II. Parte. As Figuras - O Velho.mp3
  • 1-16 II. Parte. As Figuras - Cavalo Marinho.mp3
  • 1-17 III. Parte. Morte e Ressureição do Boi (Aboio da chmada do Boi).mp3
  • 1-18 III. Parte. Morte e Ressureição do Boi (Meu Boi Estrelo de Ouro....mp3
  • 1-19 III. Parte. Morte e Ressureição do Boi (Despedida).mp3

COLEÇÃO DO PAVILHÃO DE PORTUGAL DA EXPO98

Edição de luxo em digipak com livreto bilingue de 126 páginas a cores.

A chegada dos colonos portugueses marcou o início da progressiva ocidentalização dos costumes, da economia e do uso do espaço, submetendo política e culturalmente as populações de substracto indígena e africano. Acompanhando a desintegração das identidades subalternas, estabeleceu-se o predomínio de valores como a língua portuguesa, o catolicismo e a economia de mercado, embora permaneçam visíveis até hoje resíduos significativos das culturas indígenas e africanas no linguajar, nos costumes e nas práticas religiosas regionais.

A VIAGEM DOS SONS – BRASIL - O CAVALO MARINHO DA PARAÍBA

15,00 €

A VIAGEM DOS SONS – BRASIL em MP3

5,00 €

O cavalo marinho de Mestre Gasosa

Cada reisado específico é comummente reconhecido pelo nome de seu Mestre. O Cavalo Marinho de Mestre Gasosa (apelido do vigia noturno José Raimundo da Silva) é muitas vezes também chamado Cavalo Marinho de Bayeux, cidade em que moram seus integrantes, pela excelência e repercussão da sua actividade.

Segundo Mestre Gasosa, o brinquedo completo requer a apresentação de 28 personagens. Hoje, no entanto, ele apresenta-se com um número variável, quase sempre dependendo da remuneração, do tempo disponível e das condições de apresentação. Os personagens que aparecem com mais frequência são: Mestre (líder do grupo) e Mateus, responsáveis pelos principais discursos e diálogos e que lideram a entoação dos cantos; Birico e Catirina (homem com rosto pintado de negro, usando vestido e peruca de mulher), que reforçam as funções anteriores; Contramestre,

Galantes (duas fileiras de soldados, cada uma com cerca de cinco pessoas) e Damas (dois meninos ou, mais recentemente, meninas) que executam as danças colectivas, sendo, em algumas delas, acompanhados do Mestre e/ou demais personagens. Dentre os personagens que são apresentados com canções específicas, destacam-se o Bode, a Burra, o Cavalo Marinho e, na secção final, o Boi; além deles, há menções usuais ao Jaraguá, ao Velho Frio, à Velha da Canjica, ao Mané Chorão e ao Arriliquim (menino). Os outros participantes obrigatórios do brinquedo são os três músicos que tocam rabeca, pandeiro e triângulo, sendo que a presença da rabeca do pandeiro é apontada pelo Mestre Gasosa como a diferença entre o cavalo marinho e o bumba-meu-boi (o que também aparece na etnografia realizada por Murphy [1994]), este ultimo usando sanfona (acordeão) e zabumba (tambor grave de duas membranas).

A memória de Mestre Gasosa também guarda com saudade a época em que, ainda menino, participava do brinquedo pelas fazendas e cidades da sua região natal no planalto da Borborema.

 

A música do cavalo marinho

Três termos são usados pelos integrantes do Cavalo Marinho de Bayeux para subdividir seu repertório: aboio, forma de cantar estrófica e sem acompanhamento instrumental usada pelos vaqueiros para tanger o gado; canto ou toada, de tipo formal variado (a - estrofe em ritmo ternário de tipo recitativo/refrão com ritmo binário; b - estrofe/refrão ou solo/ resposta, ambos com ritmo binário bem definido); e dança, de forma igualmente variada. Enquanto a forma e a função específicas do aboio são mais imediatamente compreensíveis pela importância do boi no desenvolvimento do brinquedo, a distinção entre canto e dança é mais subtil, uma vez que as partes dos cantos em ritmo binário são dançadas, enquanto várias danças se executam sobre trechos musicais cantados. O que se observa, no entanto, é que as peças denominadas cantos ou apresentam personagens, ou revelam nos seus textos momentos importantes da trama, Enquanto que as danças enfatizam uma dada coreografia como, por exemplo, o entrelaçamento de arcos ornamentados por fitas ou determinados tipos de sapateado.

Todos estes géneros são cantados em voz aberta, sendo que, nos aboios a intensidade é bem maior; as estrofes dos aboios são em geral entoadas alternadamente por dois cantores (Mestre e Mateus, nos exemplos registados aqui), sendo, em alguns casos, concluídas em uníssono. O uníssono também é o intervalo predominante quando a forma é estrofe/refrão, embora o canto em terceiras paralelas seja utilizado, eventualmente, por determinados cantores. Sempre que o canto é colectivo (em uníssono ou em terceiras) a voz principal apresenta-se ligeiramente antecipada em relação às demais.

Mais discos (tradicional)

A BRAGUESA DE CHICO GOUVEIA

A VIAGEM DOS SONS - GOA - GAVANA

A VIAGEM DOS SONS – BRASIL - O CAVALO MARINHO DA PARAÍBA

A VIAGEM DOS SONS – CABO VERDE – DEZ GRANZI DI TERA

A VIAGEM DOS SONS – DAMÃO, DIU, COCHIM, KORLAI – DESTA BARRA FORA

A VIAGEM DOS SONS – MACAU – FALA-VAI-FALA-VEM

A VIAGEM DOS SONS – MALACA – KANTIGA DI PADRI SA CHANG

A VIAGEM DOS SONS – MOÇAMBIQUE – MAKAYELA

A VIAGEM DOS SONS – S. TOMÉ – TCHILOLI

A VIAGEM DOS SONS – SRI LANKA – BAILA CEILÃO CAFRINHA

A VIAGEM DOS SONS – SRI LANKA – CANTIGAS DO CEILÃO

A VIAGEM DOS SONS – SUMATRA – KRONCONG MORITSKO

A VIAGEM DOS SONS – TIMOR – TATA HATEKE BA DOK

A VIOLA CAMPANIÇA CD 1

A VIOLA CAMPANIÇA CD 2

ALEMTEJO - UM SÉCULO DE SOM

ALGARVE

AS TRADIÇÕES PORTUGUESAS EM FRANÇA

AS TUNAS DO MARÃO CD 1

AS TUNAS DO MARÃO CD 2

AS TUNAS DO MARÃO CD 3

AS TUNAS DO MARÃO CD 4

AT-TAMBUR

AUTO DA FONTE DOS AMORES

BRAGA NA TRADIÇÃO MUSICAL

CANCIONEIRO DO CANTE ALENTEJANO

CANTIGAS DE MAREAR – CORAL DINAMENE

CONJUNTO JOÃO DOMINGOS - AO VIVO EM MACAU

DANÇAS POPULARES DO CORPUS CHRISTI DE PENAFIEL

DANIEL PEREIRA - CAVAQUINHO CANTADO

DECANTADO

EKVAT – GOEAN PAUTOCH

FILHOS DE TIMOR LESTE

GOA - MACAU - TIMOR

GRUPO CORAL "OS ARRAIANOS DE FICALHO"

GRUPO CORAL DE PORTIMÃO

GRUPO CORAL FEMININO "AS CEIFEIRAS DE PIAS"

GRUPO FOLCLÓRICO DA CASA DO POVO DE MARTIM

GRUPO FOLCLÓRICO DE VILA VERDE - CD

INFLUÊNCIAS

ISABEL SILVESTRE

JOAQUIM ROQUE

MACAU

MAIO MOÇO

MANUEL DIAS NUNES

MEUS OLHOS VAN PER LO MAR – CORAL DINAMENE

MICHEL GIACOMETTI - O LADRÃO DO SADO

MICHEL GIACOMETTI - UMA LONGA MILITÂNCIA

NOVAS VOS TRAGO

O BAILE DA CAMACHA – A ORIGEM E A HISTÓRIA

O Cavaquinho do Amadeu

RAÍZES

RAÍZES MUSICAIS DE VINHAIS

TRADIÇÕES MUSICAIS DA ESTREMADURA CD 1

TRADIÇÕES MUSICAIS DA ESTREMADURA CD 2

TRADIÇOES MUSICAIS DA ESTREMADURA CD 3

TUNA MACAENSE

VOZES E RITMOS DO ORIENTE